CREA-DF pede interdição de estádios do Distrito Federal

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal (CREA-DF), Francisco Machado da Silva, informou nesta quinta-feira (15) que pediu ao Ministério Público a interdição dos 13 estádios de futebol do DF. Segundo ele, nenhum deles apresentou laudo de engenharia e estabilidade estrutural, conforme determina a legislação para proteção dos torcedores.

“O prazo já venceu e os 13 estádios não apresentaram os laudos. Há risco, sim, de acidentes graves, como ocorreu no Maracanã e na Fonte Nova. A situação é muito preocupante. Já enviamos ofícios ao governador e ao secretário de Esporte para que tomem providência, mas nada foi feito. Por isso, solicitamos ao Ministério Público a interdição dos 13 estádias do Distrito Federal.”

Machado da Silva deu a informação em entrevista coletiva, na qual fez um alerta sobre os riscos da lentidão na preparação de Brasília para a Copa do Mundo de 2014. A entidade participa do fórum da sociedade civil criado em julho de 2009 para acompanhar a organização do Mundial.

Na entrevista, o engenheiro apresentou uma lista de 14 pontos que não estão funcionando para que o Distrito Federal cumpra suas obrigações como uma das 12 cidades-sedes da Copa no Brasil. Ele disse que os principais são a falta de planejamento global e de organização do Comitê Organizador Local, que até agora tem apenas um integrante nomeado.

Em nota, o CREA-DF informa que tentou duas vezes se aproximar do governo do Distrito Federal (GDF) para dar essa contribuição e esse alerta. "Não fomos sequer ouvidos, não nos restando outra opção além da de alertar a sociedade organizada do Brasil.”

De acordo com Machado da Silva, o governador Rogério Rosso não recebeu os representantes da entidade e, até agora há apenas “gestões esparsas” sobre o assunto no GDF. Ele disse que não sabe o motivo desse descaso e, por isso, manifesta a preocupação de 27 entidades que integram o Fórum da Copa de 2014.

O engenheiro ressaltou que restam apenas dois anos e meio, e não quatro anos, para que a cidade se organize para a Copa e, se o cronograma não for cumprido até janeiro de 2013, quando será realizada a Copa das Confederações no Brasil, “tudo ficará mais caro e, em vez de custar milhões, vai custar bilhões de reais”.