LLX recebe prêmio de gestão socioambientaldivulgação

A LLX foi uma das 28 empresas selecionadas para o prêmio Benchmarking Ambiental Brasileiro 2011, que premia as companhias que possuem as melhores práticas de gestão socioambiental no Brasil.

A empresa participou do prêmio com dois programas: o Casa Legal e o Investimento Social da Pesca. O Casa Legal é um programa de reassentamento de 297 famílias da Vila do Engenho e Ponta da Mariquita, em Itaguaí (RJ), desenvolvido pela LLX para o empreendimento Superporto Sudeste, em instalação no mesmo município. Já o Plano de Investimento Social da Pesca, é um programa de apoio aos projetos de infraestrutura e aprimoramento de produção às comunidades pesqueiras da Baía de Sepetiba, também no contexto do Superporto Sudeste.

Em setembro de 2010, a LLX anunciou a aquisição do Superporto Sudeste pela MMX (empresa de mineração do Grupo EBX). A operação foi concluída em maio de 2011. A MMX, atual proprietária do Superporto Sudeste, tem o compromisso de manter os programas socioambientais iniciados pela LLX.

Os cases foram apresentados durante a 4º FIBoPS (Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Ambientais), realizada nesta semana em São Paulo. O Instituto Mais, órgão que realiza o prêmio, recebeu a inscrição de quase uma centena de projetos para o ranking 2011. Deste total, a comissão de avaliação selecionou 28 cases. Os escolhidos farão parte de um livro que detalha os projetos e divulga as práticas socioambientais mais inovadoras e compromissadas com a sustentabilidade adotadas no Brasil, avaliadas e classificadas por uma comissão formada por especialistas de universidades  brasileiras e internacionais e consultores.

 

Programas

 

O programa Casa Legal foi iniciado em agosto de 2009 e continua em andamento. Ele prevê o atendimento de todas as famílias da Vila do Engenho e Ponta da Mariquita, em Itaguaí, afetadas pela implantação do Superporto Sudeste. O objetivo do programa é compensar e garantir às famílias uma nova moradia em decorrência dos impactos resultantes da construção do empreendimento.

De um total de 298 famílias, até o momento 269 foram realocadas para uma casa de tamanho igual ou superior à de origem. Cerca de 50% das famílias se mudaram para imóveis maiores que os de origem e, em 54 % dos casos, os moradores tem maior facilidade de acesso aos meios de transporte.

O programa de Investimento Social da Pesca foi realizado com o objetivo de apoiar o desenvolvimento da pesca na Baía de Sepetiba. Ele foi desenvolvido a partir do contato com as lideranças regionais, em que foram apresentadas as necessidades de cada entidade pesqueira. Para o desenvolvimento dos projetos, a LLX assinou convênio com as organizações pesqueiras.

O Plano contemplou 11 projetos de incentivos à cadeia produtiva da pesca e contou com investimentos de R$ 2,3 milhões, beneficiando mais de 1,6 mil pescadores. Alguns dos exemplos são a criação de centro de beneficiamento de pescado, início da produção de mexilhões, implantação de fazenda marinha, reformas de sedes das associações, construção de fábricas de gelo, mercados para comercialização do pescado e cursos de capacitação.

 

Superporto Sudeste

 

O Superporto Sudeste é um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, dedicado à movimentação de minério de ferro, que está sendo construído na Ilha da Madeira, no município de Itaguaí (RJ). Estrategicamente localizado, o Superporto Sudeste representa a menor distância entre os produtores de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais e o mar. A construção do empreendimento foi iniciada no mês de julho do ano passado e a previsão é que a operação se inicie em 2012.

Em setembro do ano passado, a LLX – braço logístico do Grupo EBX – divulgou Fato Relevante informando a aquisição do Superporto Sudeste pela MMX. A operação foi iniciada em 30 de setembro e concluída em maio deste ano.

Com profundidade de 20 metros e estrutura offshore com dois berços para atracação de navios, o Superporto Sudeste demanda investimentos de R$ 1,8 bilhão. Inicialmente, o empreendimento terá capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, que será expandida para cem milhões de toneladas numa segunda fase.

A MMX vai manter todos os programas socioambientais desenvolvidos pela LLX respeitando o meio ambiente, agindo com responsabilidade social e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico das regiões. Em consonância com a Política de Sustentabilidade do Grupo EBX, suas diretrizes e normas de desenvolvimento sustentável, a MMX apoia e investe em atividades que beneficiam comunidades e outros atores sociais importantes nos municípios onde tem empreendimentos.

 

Quem é a LLX

 

A LLX foi criada em março de 2007 com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Seus projetos possuem localização estratégica e profundidade adequada aos maiores navios, utilizando a mais moderna tecnologia portuária. Isso resulta em operações eficientes e de baixo custo.

Atualmente a empresa desenvolve o Superporto do Açu, um Complexo Portuário Privativo de Uso Misto, com dois terminais - um offshore e outro onshore - em construção em São João da Barra (RJ), próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil, sendo o maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina.

Com um projeto inovador, que utiliza modernas práticas de engenharia, construção e operação, o Superporto do Açu será comparado aos mais modernos e eficientes portos do mundo, como os da Ásia e Europa, preparado para receber navios de grande porte, como o Capesize, VLCC e Chinamax, que transporta até 400 mil toneladas de carga.

No total serão investidos R$ 3,4 bilhões no Complexo Portuário Privativo de Uso Misto do Superporto do Açu. O início da operação do Superporto está previsto para o final de 2012.

A LLX possui cerca de 60 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Entre eles está o acordo de cooperação com a Wisco, terceira maior siderúrgica da China, assinado com a EBX em novembro de 2009 para associação entre as duas empresas para a construção e operação de uma planta siderúrgica integrada no Complexo Industrial do Superporto do Açu. A previsão é que a siderúrgica tenha capacidade inicial para produção de 5 milhões de toneladas de produtos por ano, com a possibilidade de aumento nos próximos anos.

A LLX também assinou contrato com a ítalo-argentina Ternium para a instalação de parque siderúrgico no Superporto do Açu. O parque siderúrgico terá capacidade inicial de produção de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto por ano.

Também foram celebrados dois contratos take or pay de longo prazo para serviços portuários. Um deles prevê o embarque de produtos fabricados no parque siderúrgico da Ternium, e o outro o desembarque de carvão. Com a Anglo American, a empresa possui um contrato take or pay para embarque de minério de ferro Superporto do Açu. Além disso, a LLX também assinou acordos comerciais com a Camargo Correa Cimentos e com a Votorantim Cimentos para a implantação de unidades industriais para a produção de cimento no Complexo Industrial do Superporto do Açu.

Os dois terminais, TX1 e TX2, reduzirão o gargalo logístico do Brasil com a criação do mais eficiente corredor para o comércio exterior do país, ligando os mais importantes mercados mundiais ao Complexo Industrial do Superporto do Açu.